terça-feira, 15 de abril de 2008

Bloqueio da libertação

O nada, de vazio e frio, constrói a sua demasia estrutura findável. "Apodrece" o que resta de sólido e macio existente na supremacia do Ser. O traço que contorna todo o objectivo, ambiciona a infinidade translúcida de um futuro, que de todo, a sabedoria possibilita essa ocasião. A permuta do querer, floresce cada vez que partimos para o estreito incontrolável de pensamentos. O que consta particularmente é a transição desses mesmos para a euforia verbal e cerebral, oculta a personalidade e a constante vontade vigente, performance do nosso desejo projectado nas paredes que partilham o corrupto bloqueio da libertação.
Oremos à bajulação, a subserviência que não se controla mas que se deixa abusar de nós próprios, o molde que manipula o ignóbil sem resposta esperar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Comprar um Presente........

Finalmente saí à rua para "tentar" comprar algumas lembranças às pessoas, consequentemente repetia-se na minha cabeça, "mas pq saís-te?", no mesmo momento recebi um empurrão dalí, uma apitadela, um olhar evasivo para a roupa que tinha escolhido levar. É de loucos sair à rua nesta altura que de tão magnifica transforma-se num pesadelo. A questão monetária prende todo este processo, permite a ilusão destacada e transfigura as pessoas. Neste momento só vejo mentes com lavagens cerebrais, cobaias aflitas e gestos bruscos. Lolol. A verdade é que quase se torna num laboratório.
Num cantinho me encostei para me transcender e poder ir um pouco a todos os sitios onde a confusão presistia, pois é, não consigo nem sequer mover os braços para pagar o objecto, que de repente deixou de ter algum simbolismo lógico para mim, apenas me transmitiu aborrecimento. A paciência começa a esgotar-se e claro que os movimentos bruscos e acções não muito convenientes, começam a despoletar, por exemplo, o empurrão que recebi no inicio do texto. Fantástico não é?

Frases Soltas

Vibram as palavras soltas e restritas ficam as compreensões. Sorri, eu sorri, porque aquelas frases que referi anteriormente, num sentido de primeiro impacto, nada nos dizem. A verdade é que elas passam de soltas às entre-linhas, o pior é quando não as conseguimos descodificar! Mas como o Ser Humano é bastante intuitivo, revela-nos de certa parte a promuscuidade, a mistura confusa de frases soltas, partindo do príncipio que elas de nada valem, apenas se limitam a ser um princípio de pensamento. Mas eu não considero que elas sejam "pobres" de espiríto, num dado espaço e momento elas valem uma charada, daquelas que quando eramos miúdos faziamos cópias, reproduzindo-as no nosso cérebro, com o grande intuito de contarmos ao "próximo".
Essa charada secreta, informa o individuo indolente que existe o código que necessita de uma descodificação transitória para a tal compreensão que necessitamos, para pudermos, entender entre nós.
Podem dizer que posso estar sempre a "bater" nas mesma tecla, mas não, apenas tento chamar atenção às pessoas para terem cuidado com as palavras que utilizam, em simultâneo com as suas acções e atitudes, que quase nunca "batem certo". Por isso as frases soltas se tornam falsas, elas não são fidedignas ao sujeito, a nós como Ser mecânico, mas sim conjugam lindamente e verdadeiramente com a palavra. Agora o que posso concluir é que daqui retiro esta pergunta, serão as palavras conjuntamente com as atitudes e acções, falsas?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Uma Palavra Sentida...

Hoje senti uma palavra, que foi escorregando por entre o meu sistema sanguíneo. Na minha querida rotina, manejei um x-acto, com tanta volta que ele deu insistiu em tocar na minha pele, iminente era a minha face como também a dor ao perceber que me tinha cortado. Só aí tive a noção de que a palavra escorria por entre os meus dedos, confusa fiquei, como não notei que ela lá estaria, questionando-me durante esse dia, apercebi-me que aquela palavra me faz sentir e alimenta as minhas loucuras e paixões pela vida que de tanto me queixo, por nada ela me dar, mas a verdade é que tenho de ser eu a pedir-lhe para me retribuir uma palavra dessas que escorregou por entre os meus dedos. Cheguei apenas a uma conclusão as palavras estão sempre juntas a mim convivem com o meu bem estar, desilusões, emoções e distracções, não as vejo, também não as quero visualizar, apenas senti-las. Ao ferir-me sei que elas lá estarão, mas são apenas elas que vou perder, mas foram elas que me ensinaram a ultrapassar cada sentimento que queria apenas "deitar fora".



Um conselho experimentem sentir a palavra "sentir", um pouco de inspiração e silêncio, ajuda a respirar as palavras e a filtrar cada sentimento que elas nos querem gritar, ops, esta conseguiu pôr um pouco surda, sei que estás aí, apenas isso importa.



Já agora vamos tentar agora com música, sintam esta música e digam-me se conseguem me mostrar o que sentiram, é dificil, não?!!!!!LOLOL

quarta-feira, 30 de maio de 2007

O caracter surdo

Caracteres fundidos atingem um traço e imagem reconhecível no nosso conhecimento, que esse nunca questiona o tal facto de que existe uma informação justificativa. Para tal existência desse caracter, já Roland Barthe permitia de que um logo fundisse num triângulo (signo, significado e significante), a estranheza e dificuldade permite em nós assumir a reflexão dessa imagem contrapondo toda a ideia fundamentada por uma pessoa que teve a vontade de analisar um facto, que nos é perfeitamente concebível pensar em tais factos retratados e imaginados sem qualquer pergunta exequível de o "como" é formado ou fundamentado. Perspectivas diferentes findam uma crítica construtiva ou destrutiva permanente, em que a necessidade de exprimir algo é a base deste conceito. Jornalistas, artistas, cientistas ou mesmo a senhora da praça, têm algo em comum, ambos querem transmitir a necessidade de crítica que nos foi ensinada lá nos primórdios, que funciona como uma linha infinita de pensamentos com uma única finalidade "não ficar calado, apenas dizer algo, que por mais, irrisório seja, fica bem ouvir...sobre..."

terça-feira, 22 de maio de 2007

Clorofila

Clorofila regista uma cor incandescente de vida equiparada com a luz. Indolente é o branco, mas que respira de uma forma virgem e imaculada.
Lógica aprofunda os conhecimentos através de pensamentos racionais que repetitivamente passados revela, a experiência e actos comprometidos com o futuro. Referências transportam fantasmas e ilusões passadas remontando uma vida que transparente se tornou turva. A névoa procurou um espaço e limitou-se a ocupar o vazio remonto de cada cérebro. Finda-se o brusco, prepara-se a luta, que mais tarde fornece a devida vitória ao lutador que se debateu.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

A verdade inconsequente

Embuti uma caixinha transparente na carne quente e opaca, parti sem querer a faceta translúcida que me personifica, resisti ao fracasso e desejei a partilha de uma resposta. O facto é que existe uma contraverdade equívoca de um estado primário de contrasenso transmissível. A vontade por vezes puxa para o resistivel impacto da vitória, no entanto, a leveza de tempo impede a solução mais eficaz. A disputa emerge ao infindável estratagema de trazer a minha verdade, essa e só essa é sincera, para quê iludir o inquestionável se não existem respostas afirmativas nem negativas? o meio termo ? o "não sei"? sim, é verdade costuma ser uma frase que da boca sai facilmente, mas não é uma ignorância, apenas presiste no momento em que ainda não é para acção, aquando essa se transmite, no momento, aí sim, a propagação torna-se na incerteza e indecisão de um comportamento imediato e de consternação. Obedientes são aqueles que planeam a irrisória trama de consequentes afirmações, como que desobedientes são os que ofuscam a sua negatividade influente na resposta de negação. Lá estou eu, novamente a escrever nas entrelinhas, transmitindo o que eu, tu, ele, nós, vós e eles no senso comum embutem nas caixinhas transparentes que se inserem na carne opaca e quente.

Para reservar um espaço.

Um dia reflectirei sobre como te reservar um espaço. Huumm!!! parto do principio que esse terá de ser confortável, quente e acolhedor. Uns certos metros quadrados, uma vista com uma certa graça, e sobretudo com uma abertura para que me digas como estará o meu estado de espirito, claro que não poderá intervir na telepatia, que nos faz sempre estar em contacto nos dias mais remotos. Uma janela para um distúrbio da natureza, um pequeno lugar arrendado,a um ser animal. A abertura para uma passagem de bem-estar, permitindo que as ilusões brilhantes inundem as nossas mentes, extasiando os nossos desejos, vontades e loucuras. Esse fenómeno referido anteriormente, se pensares bem, é o que nos alimenta ultrapassando a aquela fome que de tão negra se forma em abundância, apenas nós, transformamos, paralelamente à refuta de causas perdidas e que construímos tantas soluções, q causam medos e ansiedades. Por isso, vou mandar reservar esse espaço para que possas olhar para a janelinha e receber esses raios brilhantes que te dão tanta força,e que te fazem crescer e deslocar para o regaço do tal espaço que reservarei para ti. Trás uma roupa para vermos o figurinho, uma revista para durante uma hora nos entretermos, uma sala de cinema para me viciares, um livro de culto para demais informada e clarificada ficar, um pc para me pores a trabalhar e um sorriso e boa disposição para eu partilhar contigo. Estando a mensagem reflectida, pensarei,se puderei, reservar então esse espaço com tais metros quadrados que tens vindo a prolongar, sobretudo, sabes, nos caminhos vazios que tanto medo tens de caminhar.