
Sombra que na penunbra é rasgada
Longe fora vazia, cheia de imagens
Partiu de uma época que fora quebrada!
Partis-te sem dizer um porquê!
Ocultas-te teus segredos escuros
Que jamais foram claros!
De perto vi a tua penunbra
Que de tão rude, suja, imunda
Te tornas-te!
Tu fugis-te!?!?
Da razão robusta, intensa
Do mundo.
Foste o caminho de alguém
Que esteve cego, surdo e mudo.
Rasgas-te a tua pele escura, negra!
Fugis-te! tu apenas foges! tu fugirás.
Aos olhares estranhos dos fantasmas indiferentes,
Ao ruído estranho imundo de gritos extasiados,
Ao sabor azedo das palavras viscosas.
Apenas fugirás! Foges! Fugis-te.
Ao escapares à sombra da vivência,
Via que morrias aos poucos, partindo teus sentidos,
Esmagando teus músculos, evaporando teus ossos esbranquiçados!
Pele maldita que te cobriu, revelou teu futuro!
Agora só te resta esconder, fechar tua boca,
Tapar teu nariz, fechar teus olhos, apagar o som,
Prender teu corpo!
Pois sempre irás fugir, de algo que não existe
Mas sente-se, na sombra que é rasgada da penunbra!
1 comentário:
muito giro,bem elaborado e alguma expressividade... todos nós temos (e por vezes somos) uma sombra de algo ou alguém,de que em certos momentos nos faz sentir bem fisicamente,psicologicamente e emocionalmente...faz nos sentir com uma força tal, que poderiamos empurrar o universo e continuar a viver agarrado a ela... estou kntg bjbjbjbjbjbjbjbjbjbjbj
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