quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Sombra que na penunbra é rasgada


Sombra que na penunbra é rasgada

Longe fora vazia, cheia de imagens

Partiu de uma época que fora quebrada!

Partis-te sem dizer um porquê!

Ocultas-te teus segredos escuros

Que jamais foram claros!

De perto vi a tua penunbra

Que de tão rude, suja, imunda

Te tornas-te!

Tu fugis-te!?!?

Da razão robusta, intensa

Do mundo.

Foste o caminho de alguém

Que esteve cego, surdo e mudo.

Rasgas-te a tua pele escura, negra!

Fugis-te! tu apenas foges! tu fugirás.

Aos olhares estranhos dos fantasmas indiferentes,

Ao ruído estranho imundo de gritos extasiados,

Ao sabor azedo das palavras viscosas.

Apenas fugirás! Foges! Fugis-te.

Ao escapares à sombra da vivência,

Via que morrias aos poucos, partindo teus sentidos,

Esmagando teus músculos, evaporando teus ossos esbranquiçados!

Pele maldita que te cobriu, revelou teu futuro!

Agora só te resta esconder, fechar tua boca,

Tapar teu nariz, fechar teus olhos, apagar o som,

Prender teu corpo!

Pois sempre irás fugir, de algo que não existe

Mas sente-se, na sombra que é rasgada da penunbra!


1 comentário:

Rui Novo disse...

muito giro,bem elaborado e alguma expressividade... todos nós temos (e por vezes somos) uma sombra de algo ou alguém,de que em certos momentos nos faz sentir bem fisicamente,psicologicamente e emocionalmente...faz nos sentir com uma força tal, que poderiamos empurrar o universo e continuar a viver agarrado a ela... estou kntg bjbjbjbjbjbjbjbjbjbjbj